Há alunos que se esforçam para serem excelentes e, aparentam ter tudo controlado, sofrem muitas vezes crises de ansiedade ou um ataque de pânico na sala de aula. Isso pode ser sinal de uma situação subjacente e mais complexa como burnout.

Sendo uma expressão de exaustão física e emocional provocada por uma exposição prolongada ao stress, o burnout afeta os adolescentes como alunos e, portanto, afeta a dinâmica da aula.

Como podemos ajudar os alunos?

Prestar-lhes atenção e ouvi-los.
É importante descobrir por que motivo o aluno está a esforçar-se tanto para ser “perfeito”. Pensa que não é bom o suficiente?
Está preocupado com a opinião dos pais ou dos professores?
Em vez de dar sugestões de resolução de problemas, ouvi-lo é essencial.
Permitir-lhes expressarem-se e partilharem as suas preocupações, sem julgamentos, sobre a pressão que sentem. Fazê-los compreender que as preocupações são normais mas devem ser geridas.

Valorizá-lo e oferecer ajuda
Verbalizar o apoio e o reconhecimento do esforço que fazem.
Ajudá-los a perceber como encontrar o equilíbrio no trabalho que desenvolvem para a escola.
Ajudá-los a construir um horário que inclua pausas e tempo de relaxamento e diversão com os amigos. Encorajá-los a fazer pausas no estudo, que permitem ao cérebro recarregar, o que melhora o processo de aprendizagem.

Encorajá-los a reduzir o tempo de ecrãs, uma vez que a luz azul perturba o adormecer tal como o scrolling. Encorajá-los a desligar as notificações durante o estudo e o descanso, e desligar-se dos ecrãs 1 a 2 h antes de dormir.

Encorajá-los a pedir ajuda - seja na escola, seja por iniciativa própria, deve ser procurada ajuda profissional para lidar com uma situação de burnout. Seja o médico de família, um psicólogo ou um psiquiatra, a situação deve ser tratada, sob pena de progressivamente piorar. Nesse caso, estabelecer a ponte com a família e os serviços de apoio da escola.

Portanto, com disponibilidade e compreensão, ouvi-los, criando um espaço seguro para que partilhem o que os perturba e reduzam os seus níveis de stress, ao mesmo tempo que se pode ensinar técnicas de gestão das emoções que lhes permitam autonomamente evitar esse estado de exaustão extrema.

O que te parece? Partilha connosco a tua opinião.


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